«Não é decisão séria» - João Cabreira

O Tribunal Arbitral de Desporto confirmou a pena de dois anos de suspensão a João Cabreira, ex-corredor da LA-MSS, por manipulação e adulteração da urina.

A colheita efectuada no dia 19 de Maio de 2008, aquando da busca realizada pela Polícia Judiciária e CNAD no caso LA-MSS, apresentou resultados inconclusivos na análise efectuada no laboratório de Madrid. O remanescente enviado posteriormente para o laboratório de Colónia confirmou a adulteração na altura da colheita com «proteases» à urina de dois atletas portugueses, que mais tarde se veio a saber serem João Cabreira e Rogério Batista, que faziam parte da equipa LA-MSS.

Sancionado com dois anos de suspensão, João Cabreira recorreu para o Conselho Jurisdicional da Federação Portuguesa de Ciclismo que, em Maio de 2009, anulou a pena aplicada pelo Conselho Disciplinar. Por não concordarem com a decisão, CNAD e Agência Mundial Antidopagem (AMA) apresentaram recurso no TAS, em virtude de o órgão federativo ter considerado que «proteases» não era doping, nem fazia parte dos produtos proibidos, quando o que estava em causa era a manipulação por parte dos atletas, que com a utilização do produto inviabilizavam que as análises pudessem ter resultados conclusivos para pesquisa de «eritropoietina».

O corredor, que sempre afirmou estar inocente, instado por A BOLA a pronunciar-se sobre a decisão do TAS afirmou: «Quando tomei conhecimento fiquei estupefacto. Não é uma decisão séria! Não sei em que se basearam para chegarem a esta conclusão. A minha advogada vai estudar o processo e iremos recorrer até onde for possível», disse.

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